Na reta final, PL fala em vantagem ampliada e PT, em vencer "na unha"
Empate técnico em pesquisas tem Flávio numericamente à frente de Lula

Às vésperas do segundo turno da eleição presidencial deste domingo (25), integrantes do PL (Partido Liberal) falam em vantagem ampliada contra o PT (Partido dos Trabalhadores). Já o PT fala em jogo aberto, variação pequena das pesquisas e em vencer "na unha" as eleições de 2026.
Os dois lados chegam neste domingo com o mesmo discurso de que vencerão as eleições. Ambos buscam respostas nas projeções internas diante de um cenário acirrado e de empate técnico nas pesquisas de diferentes institutos, com Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente.
Nos cálculos de bolsonaristas, é possível esticar em mais um ponto a vantagem do senador Flávio Bolsonaro de quatro pontos que afirmam verificar internamente. No PT, integrantes falam em empate, com Flávio em queda e Lula em ascenção.
Petistas também chamam atenção para o arrendodamento das pesquisas. A pesquisa Datafolha deste sábado (24) mostra Flávio com 51% e Lula com 49% dos votos válidos. A rodada anterior, da quinta-feira (22) colocava ambos com 50%.
Para reduzir o efeito de balde de água fria e preocupação, chamam atenção para o arrendodamento dos dados: na quinta, Flávio tinha 50,47% e Lula 49,5%. O arrendodamento favoreceu Lula. Neste sábado, Flávio tem 50,89% e Lula 49,11%. O arrendodamento favoreceu Flávio.
Flávio chega à reta final com apostas no voto silencioso, também conhecido como voto envergonhado. O senador falou para esse brasileiro nas considerações finais do debate da Band ao dizer que o eleitor pode votar com tranquilidade porque o voto o é secreto e ninguém vai ficar sabendo.
Já Lula chega com expectativas de atrair mais gente para urnas e reduzir a abstenção. Uma das principais apostas é em reduzir o índice na região nordeste e em ampliar também a participação de idosos no pleito.
Flávio e Lula buscaram fôlego final nas ruas e no sudeste, com os atos desta semana e o fechamento da campanha no Rio de Janeiro e em São Paulo. Contaram com ativos dos vices Alfredo Gaspar (PL) e Geraldo Alckmin (PSB), que tiveram agendas próprias. O PT apostou ainda no engajamento de movimentos sociais, caravanas e encontros regionais por cidades do interior de estados como Minas Gerais.
Na lanterna, Lula foi aconselhado a buscar reação nas redes e entrou tardiamente, mas de cabeça no mundo digital dominado pela direita. O petista comprou um celular, teve o deputado federal André Janones (Rede) como o general de um "exército" de mais de 10 milhões de seguidores em um canal de Whatsapp.



