Isabel Mega
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Isabel Mega

Mineira, gosta de uma boa prosa. Filha do rádio, ouve, observa e explica as complexidades da política direto de Brasília

Operação contra Castro no Rio pode favorecer mãe de Flávio

Apesar de inelegível, ex-governador ainda era cotado para Senado

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A operação da Polícia Federal contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), pode favorecer a candidatura ao Senado de Rogéria Bolsonaro - mãe do pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL).

Apesar do revés no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que o tornou inelegível, Castro ainda era considerado para a composição de chapa.

Ao final de uma semana dura para o bolsonarismo, no entanto, a mensagem passada por lideranças é de que o melhor seria não ter o ex-governador na composição.

Ao colocara a mãe na chapa, Flávio poderia ter uma reserva de espaço para tentar se manter senador caso não siga até o fim na disputa presidencial.

Lideranças do PL, no entanto, são enfáticas em frisar que a candidatura de Flávio está mantida e que outros nomes - como o da madrasta Michelle - são especulações.

A chapa bolsonarista tem Douglas Ruas (PL) para o governo estadual e o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, (União) para a primeira vaga ao Senado. A segunda seria de Castro e é considerada em aberto.

Já foi cogitado, por exemplo, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, que pretende disputar novamente para deputado federal.

Em entrevista à CNN no dia 9 de maio, Flávio negou que a candidatura de sua mãe estivesse em discussão. 

Não [está em discussão]. Minha mãe é candidata a primeira suplente do Márcio Canella (União-RJ), que é nosso pré-candidato ao Senado no Rio de Janeiro. Mãe, te amo", disse à CNN, na véspera do Dia das Mães.

O atual líder do PL no Senado, Carlos Portinho, também deve vir para deputado federal e com um número disputado na legenda: 2222.