PT no Piauí nega haver pacto de não agressão com Ciro Nogueira
Diretório contraria orientação nacional para não tensionar disputa com candidatos do centrão
O PT (Partido dos Trabalhadores) do Piauí não pretende seguir uma recomendação nacional que tem sido disparada aos estados para evitar tensionamento com candidatos do centrão.
O Piauí tem relevância de destaque na relação com o centrão por ser a base eleitoral do presidente do PP (Partido Progressistas) e de um dos principais expoentes do grupo político, o senador Ciro Nogueira.
Fontes ouvidas pela CNN confirmam o direcionamento de não tensionar, mas afirmam que isso não significa que irão facilitar para Ciro por causa da disputa ao Senado.
A chapa do governador Rafael Fonteles (PT), que tenta a reeleição, tem o senador Marcelo Castro (MDB) e o deputado federal Júlio César (PSD) como candidatos ao Senado.
Nos cálculos de lideranças, Marcelo Castro teria mais facilidade. A segunda vaga, no entanto, estaria entre Júlio César e Ciro Nogueira, que tenta se manter senador pelo Piauí.
Ao contrário de 2022, partidos do centrão como PP e Republicanos têm evitado colar a imagem ao bolsonarismo e caminham para sacramentar um posicionamento de neutralidade. Neste ano, o PP está federado com o União Brasil, o que potencializa o efeito de isolamento de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.
Isso deixa em aberto o espaço para negociar com quem vencer a eleição presidencial e posteriormente compor o futuro governo.


