Isabel Mega
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Isabel Mega

Mineira, gosta de uma boa prosa. Filha do rádio, ouve, observa e explica as complexidades da política direto de Brasília

Com cobrança por vitrine, nova ministra mira ações integradas para mulheres

Márcia Lopes inaugura agenda com pauta popular e reuniões internas

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A nova ministra das Mulheres, Márcia Lopes (PT), chega ao governo com a missão de dar mais visibilidade a ações para o público feminino, que tem se distanciado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e contribuído para o aumento da impopularidade do petista.

À CNN, a ministra afirmou que a prioridade é fazer ações integradas entre diferentes áreas para trabalhar melhor políticas públicas para as mulheres.

"A prioridade é concretizar a intersetorialidade na política para as mulheres em todo o país. Articular as ações de saúde, educação, assistência social, trabalho, cultura, esporte, Segurança Alimentar e Nutricional, alavancando as iniciativas que impactem na vida das mulheres", explicou Márcia Lopes.

A ministra começa o trabalho na pasta com apostas em agendas populares. No primeiro dia oficial de agenda, após tomar posse na segunda-feira (5), Márcia Lopes participa da inauguração de um Centro de Referência da Mulher Brasileira no Recanto das Emas, região administrativa do Distrito Federal.

O local é uma parceria do Governo do Distrito Federal com o governo federal, e integra a rede de enfrentamento à violência de gênero e de promoção da autonomia feminina da Secretaria da Mulher do DF.

A unidade funciona como ponto de apoio e orientação para mulheres em situação de violência, com atendimento gratuito e espontâneo realizado por equipes de psicólogos, assistentes sociais, pedagogos e educadores sociais.

Diferente da Casa da Mulher Brasileira, que foi uma das principais bandeiras do governo Dilma Rousseff (PT), o centro não oferece alojamento para vítimas de violência.

Ao longo do dia, a ministra terá ainda encontro com secretárias estaduais e reuniões internas no ministério para definir as primeiras diretrizes da nova gestão.

Desgaste de Cida Gonçalves

A troca de Cida Gonçalves era esperada há meses em Brasília. Dentro do próprio PT, aliados do presidente Lula relatavam a insatisfação do presidente com a falta de visibilidade da pasta no terceiro mandato.

A demora na troca é atribuída à dificuldade de se fazer um cálculo pessoal para demitir Cida, que é próxima da primeira-dama Janja da Silva.

O nome de Cida também foi envolvido em suspeitas de assédio. Em conversa com jornalistas, a ex-ministra afirmou que a decisão pela demissão não tem relação com os supostos casos de assédio moral dos quais foi acusada, nem de uma “troca por incompetência”, mas sim da necessidade de renovação de “algumas coisas”.