Isabel Mega
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Isabel Mega

Mineira, gosta de uma boa prosa. Filha do rádio, ouve, observa e explica as complexidades da política direto de Brasília

Comissão de Segurança da Câmara quer convocar Lewandowski sobre INSS

Parlamentares da oposição querem pressionar autoridades sobre condução de investigações

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Parlamentares da oposição querem chamar o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, para falar à Comissão de Segurança da Câmara sobre a crise do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A previsão da oposição era chamar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para falar, mas o delegado Carlos Henrique Oliveira de Sousa foi enviado para o lugar dele. Já que não foi possível levar o próprio Andrei, a estratégia da oposição começou a mirar em Lewandowski, uma vez que a PF é subordinada ao Ministério da Justiça. A ideia é focar na atuação da corporação na condução do caso.

Os parlamentares querem pressionar autoridades sobre as apurações a respeito do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi).

O irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é vice-presidente da entidade. José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, não é investigado pela operação da Polícia Federal que apura as fraudes.

O sindicato, no entanto, consta na planilha da Controladoria-Geral da União (CGU), ou seja, foi alvo de investigação interna para apurar se houve descontos ilegais.

De acordo com relatório da CGU, a receita do Sindnapi aumentou significativamente nos últimos anos, passando de R$ 23 milhões em 2020 para R$ 154 milhões em 2024.

Na última quarta-feira, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a abertura de uma investigação contra o sindicato.

Questionado sobre a operação Sem Desconto durante a audiência na Comissão de Segurança, o delegado Carlos Henrique de Sousa esclareceu que os descontos do Sindinapi foram suspensos por medida judicial, mas afirmou não ter detalhes sobre as investigações.

"Em relação a determinadas questões, enfim, o irmão do presidente Lula, quando ele entrou, esses fatos estão em um determinado inquérito que corre em São Paulo. (...) Eu tenho um panorama dessas investigações, eu tenho a base principal dessas investigações, mas não tenho os detalhes", afirmou à Comissão.