Entorno de Renan Santos fala em "vingança" de Toffoli
Candidato do Missão vai recorrer de decisão de ministro
Aliados do candidato do Missão à presidência da República, Renan Santos, falam em "vingança" e em "molecagem" do ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Dias Toffoli, após a determinação que suspendeu frentes da campanha na internet e participações em debates.
A campanha argumenta que outras candidaturas tiveram problemas semelhantes com a indicação de perfis usados nas redes sociais durante a oficialização junto à Justiça Eleitoral.
Para o entorno de Renan, a decisão é motivada por manifestações que o candidato fez contra Dias Toffoli por causa de suspeitas de envolvimento no caso Master.
O candidato do Missão chegou a visitar o Tayayá Resort, no Paraná, que tinha como acionistas irmãos e um primo do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Tayayá Resort.
O negócio se dava por meio da empresa Maridt Participações S.A, que vendeu sua fatia no resort para o fundo de investimento Arleen, administrado pela Reag e ligado a Fabiano Zetel, cunhado de Daniel Vorcaro, ex-presidente do Banco Master.
Na decisão, assinada no domingo (30) e divulgada nesta segunda-feira (31) pela Corte, Toffoli determinou a suspensão da propaganda eleitoral em ambiente digital, dos repasses e gastos com recursos do Fundo Eleitoral e da participação do candidato em debates de rádio, TV, podcasts e outros meios de comunicação.
A medida foi motivada por irregularidades identificadas na comunicação à Justiça Eleitoral sobre os perfis usados pela campanha nas redes sociais.



