Isabel Mega
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Mineira, gosta de uma boa prosa. Filha do rádio, ouve, observa e explica as complexidades da política direto de Brasília

Entorno de Renan Santos fala em "vingança" de Toffoli

Candidato do Missão vai recorrer de decisão de ministro

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Aliados do candidato do Missão à presidência da República, Renan Santos, falam em "vingança" e em "molecagem" do ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Dias Toffoli, após a determinação que suspendeu frentes da campanha na internet e participações em debates.

A campanha argumenta que outras candidaturas tiveram problemas semelhantes com a indicação de perfis usados nas redes sociais durante a oficialização junto à Justiça Eleitoral.

Para o entorno de Renan, a decisão é motivada por manifestações que o candidato fez contra Dias Toffoli por causa de suspeitas de envolvimento no caso Master.

O candidato do Missão chegou a visitar o Tayayá Resort, no Paraná, que tinha como acionistas irmãos e um primo do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Tayayá Resort.

O negócio se dava por meio da empresa Maridt Participações S.A, que vendeu sua fatia no resort para o fundo de investimento Arleen, administrado pela Reag e ligado a Fabiano Zetel, cunhado de Daniel Vorcaro, ex-presidente do Banco Master.

Na decisão, assinada no domingo (30) e divulgada nesta segunda-feira (31) pela Corte, Toffoli determinou a suspensão da propaganda eleitoral em ambiente digital, dos repasses e gastos com recursos do Fundo Eleitoral e da participação do candidato em debates de rádio, TV, podcasts e outros meios de comunicação.

A medida foi motivada por irregularidades identificadas na comunicação à Justiça Eleitoral sobre os perfis usados pela campanha nas redes sociais.