Governo prevê otimização do Ministério da Justiça com novo ministro
Wellington César fará reunião com equipe de transição

Após a troca no Ministério da Justiça e Segurança Pública e do abandono da ideia de desmembramento em uma nova pasta, o governo deve mirar a otimização da estrutura do ministério.
O novo ministro, Wellington César, tem sinalizado boa recepção a interlocutores sobre novas ideias para o MJ e também tem sido elogiado pelo corpo técnico da pasta como alguém competente e articulado.
Wellington fará reuniões nestes próximos dias com a equipe de transição. Secretários da gestão Lewandowski devem deixar a pasta pós esse período.
O time de Lewandowski defende que a PEC da Segurança Pública e o PL Antifacção não sejam abandonados. As duas propostas devem testar o poder de articulação do novo ministro.
Na Câmara, a leitura de parlamentares envolvidos com temas da segurança é de que Lewandowski não era um homem do combate e tinha pouca capacidade de ir para a linha de frente.
A ala política do governo chegou a sugerir que a PEC da segurança tinha subido no telhado. A área técnica, no entanto, afirma que a proposta precisa avançar e recuperar a essência do texto original. A visão é de que ainda há muito a melhorar no relatório.
O relator da proposta, deputado Mendonça Filho (União-PE), no entanto, sinaliza discordância. Ele defende o texto substitutivo como muito superior à proposta original e afirma que vários pontos defendidos pelo governo foram mantidos.
Ao final de 2025, a previsão era de que a proposta teria adesão da maioria da casa e poderia ir a voto até março deste ano.
Disputas pelo ministério
A escolha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por Wellington César deixou para trás uma série de indicações de outros partidos. Uma ala do PT se vê preterida e fala em uma tensão gerada internamente.
A indicação foi apadrinhada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA), e pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) e representa uma vitória da ala baiana do governo.
Wellington foi nomeado procurador na Bahia no governo Jaques Wagner e atuou como Secretário de Assuntos Jurídicos (SAJ), ligada à Casa Civil até o primeiro semestre de 2025.
O PSB foi outro partido que tentou viabilizar indicados. A sigla comandava a pasta no início do governo, mas perdeu o ministério com a ida de Flávio Dino para o STF (Supremo Tribunal Federal). Aliados tentaram viabilizar o nome do secretário executivo do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Márcio Elias Rosa.
O número 2 de Geraldo Alckmin não é do partido, mas se aproximou muito de Lula nos últimos três anos durante viagens internacionais.



