Messias tenta quebrar resistência em jantar com senadores evangélicos
Indicado por Lula ao STF busca apoio de bancada historicamente atrelada ao bolsonarismo
O advogado-geral da União, Jorge Messias, marcou um jantar com senadores evangélicos nesta terça-feira (2). A bancada segue resistente a acenos públicos a Messias, diante da resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
A expectativa é de que alguns dos 17 parlamentares da bancada devem levar em consideração o fator “religião” para atender ao chamado.
Apesar da agenda estar marcada, há temor de aliados de Messias de que o encontro seja esvaziado porque os senadores não querem ficar mal com Alcolumbre. O apoio ainda é visto como velado.
Aliados de Messias apostam no "voto secreto" para assegurar um placar de aprovação, mas ponderam que o ministro precisa de mais tempo para conversar com os senadores e trabalhar por um cenário mais seguro.
A tentativa é para conversar Alcolumbre para adiar a sabatina do dia 10 de dezembro para o dia 17 deste mês. O parecer do senador Weverton Rocha (PDT-MA) será favorável à indicação.
Parlamentares traçam paralelos com a indicação de André Mendonça, que também sofreu resistência do próprio Alcolumbre, mas que depois acabou conseguindo aprovação. O ministro teve 47 votos favoráveis - seis a mais do que o mínimo necessário - e 32 contrários.
Reservadamente, aliados evangélicos de Messias veem adesão de senadores da bancada diante da influência política da igreja no cenário eleitoral de 2026, quando os senadores vão precisar de votos. A Assembleia de Deus, por exemplo, que recebeu Messias em São Paulo semanas atrás, tem uma bancada de 23 deputados.



