Pacheco condiciona candidatura à construção partidária
Filiado ao PSB, senador ainda avalia entra na disputa pelo governo de Minas

O senador Rodrigo Pacheco, recém-filiado ao PSB, tem dito a aliados que condiciona sua candidatura ao governo de Minas Gerais a uma construção partidária de consenso. A estratégia passa pela continuidade das conversas abertas com MDB e União Brasil.
Nos últimos dias, ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegaram a tentar convencer Pacheco a migrar para o MDB, mas o partido tem o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo, como pré-candidato.
O União Brasil – do aliado de primeira hora e presidente do Senado, Davi Alcolumbre – também fez uma ofensiva para atrair Pacheco. A legenda, no entanto, mantém federação com o PP de Marcelo Aro, ex-secretário de Estado de Governo Zema, que pretende se candidatar ao Senado na chapa do atual governador, Mateus Simões (PSD).
Ou seja, o caminho para compor uma construção partidária é longo e passa pela ideia de que um desses grupos políticos faça concessões para a viabilização da ideia de uma frente ampla até as convenções partidárias no meio do ano.
Pacheco, no entanto, abraçou a missão. Tanto que foi cauteloso durante o ato de filiação na noite desta quarta-feira (02), na sede do PSB, em Brasília. Falou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes da cerimônia e foi prestigiado in loco pelo vice Geraldo Alckmin (PSB) e pelo presidente da sigla, João Campos (PSB-PE).
No discurso, afirmou que não será necessariamente ele o candidato ao governo de Minas e teve o cuidado de fazer gestos a diferentes lideranças de Minas Gerais com quem mantém conversas.
Foram citados o deputado federal e presidente do PSDB Aécio Neves, o presidente da ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais), Tadeu Leite (MDB), e o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), além da prefeita de Contagem, Marília Campos, que é a indicada pelo PT para o Senado.
O senador também afirmou que a candidatura não pode nascer do alinhamento de líderes em Brasília e precisa envolver prefeitos.
Menos arestas
A postura de Pacheco resume em parte o motivo da escolha pelo PSB. O partido era visto pelo entorno do senador como o de menos arestas. Ou seja, menos dificuldades e divisões para que Pacheco pudesse tentar viabilizar a missão dada pelo presidente Lula de ser candidato ao governo de Minas.



