Isabel Mega
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Mineira, gosta de uma boa prosa. Filha do rádio, ouve, observa e explica as complexidades da política direto de Brasília

Sem citar Flávio, Edinho diz que Brasil não precisa de "marionete de Trump"

Em conversa com a imprensa, presidente do PT disse confiar no presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, para preservar a lisura do processo eleitoral

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Sem citar o candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, o presidente do PT (Partido dos Trabalhadores), Edinho Silva, disse que o Brasil não precisa de uma “marionete” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Nós precisamos de um líder. Não de uma marionete do Trump. Não é uma marionete do Trump que vai conduzir o Brasil para desenhar o futuro e desenvolver tecnologicamente o Brasil, utilizando nossos metais críticos, não entregando aos Estados Unidos”, afirmou o dirigente.

Em conversa com jornalistas, Edinho disse “confiar muito” que o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, atue para preservar a lisura do processo eleitoral. O ministro integra a cota do STF (Supremo Tribunal Federal) no TSE e foi indicado à Suprema Corte no governo de Jair Bolsonaro (PL).

O discurso que o presidente Lula tem afinado com auxiliares do PT é de que há uma interferência eleitoral da Casa Branca no país atrelada à preferência de atores do governo Trump por Flávio. A visão é de que, por trás, há interesses sobre big techs e terras raras, que são temas em que o atual governo já manifestou posicionamentos contrários aos interesses americanos.

“É natural que Trump escolha um lado, que é o lado da candidatura do Flávio. Até aí, ele pode escolher. Agora fazer ingerência e interferir no processo eleitoral brasileiro é crime”, disse Edinho.

A crise com os Estados Unidos se agravou após a revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti, e os últimos tarifaços aplicados pela gestão Trump contra o Brasil.

Na semana passada, o governo brasileiro iniciou o processo para aplicar a Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos, mas ainda não decidiu se adotará medidas de retaliação às tarifas impostas por Washington.