Aeroporto de Manaus busca reduzir prazo de entregas internacionais no Norte
Estrutura vai diminuir tempo de envio de encomendas internacionais na região de 60 dias para até uma semana, segundo CEO da concessionária do aeroporto

O novo terminal para compras internacionais no Aeroporto Internacional de Manaus deve reduzir o tempo de entrega das encomendas para as regiões Norte e Nordeste. A estimativa foi feita pelo CEO da Vinci Airports para a Região Norte, Kleyton Mendes, em entrevista ao Conexão Infra desta quinta-feira (23).
A estrutura servirá como um galpão logístico e é voltada para operações de courier, modalidade utilizada por empresas de entregas expressas.
Kleyton Mendes anunciou que o novo serviço expresso pode reduzir de 60 dias para cerca de uma semana o prazo de entrega aos moradores da região Norte.
Segundo Mendes, a expectativa é que a centralização desse processamento em Manaus torne a logística mais eficiente e, assim, possa reduzir significativamente os prazos.
A inauguração da nova estrutura, que também aconteceu nesta quinta-feira, ocorre em um momento de forte crescimento das compras internacionais. Dados da Receita Federal mostram que as pequenas importações somaram R$ 2,6 bilhões em junho por meio do programa Remessa Conforme, o maior valor mensal da série histórica.
Apesar do desempenho positivo, o setor têxtil tem se queixado após o fim da tributação dessas compras, conhecida como “taxa das blusinhas”. O tema voltou ao centro das discussões nos últimos dias com o novo tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos contra o Brasil.
O Aeroporto de Manaus tem o terceiro maior terminal de cargas do país. Em 2025, movimentou 133 mil toneladas, sendo cerca de 60% relacionadas à Zona Franca de Manaus.
Reforma Tributária
Durante a entrevista, Kleyton Mendes defendeu a manutenção dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus, especialmente no contexto da reforma tributária.
"A gente acredita na importância da Zona Franca para o país e na manutenção das condições previstas desde a Constituição", afirmou.
A discussão ganhou força após a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) recorrer à Justiça, em maio, para contestar os créditos presumidos de IBS e CBS concedidos às empresas instaladas na região. O pedido foi rejeitado pela 1ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal.
Sítios aeroportuários
Além dos investimentos na infraestrutura aeroportuária, a concessionária prepara um plano de desenvolvimento imobiliário para transformar o entorno do Aeroporto Internacional de Manaus em um novo polo de negócios, de acordo com o presidente.
A iniciativa faz parte da estratégia de diversificação de receitas adotada por concessionárias de aeroportos no Brasil.
O estudo para identificar o potencial do sítio aeroportuário de Manaus também foi apresentado pela empresa nesta quinta-feira.
Mendes destacou que o objetivo é aproveitar o crescimento da demanda turística da Amazônia, o fortalecimento logístico da Zona Franca de Manaus para criar novas fontes de receita para o aeroporto.



