Jenifer Ribeiro
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Jenifer Ribeiro

Jornalista especializada em infraestrutura de transportes, com MBA pelo Ibmec. É movida por transformar temas complexos em histórias acessíveis

Fusões e aquisições em infraestrutura caem 38% no 1º semestre

Setor movimentou R$ 8,1 bilhões no período, com portos, aeroportos e ativos logísticos entre os destaques, segundo KPMG

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As operações de fusões e aquisições no setor de infraestrutura e governo recuaram 37,8% no primeiro semestre de 2026, segundo levantamento da KPMG ao qual a CNN obteve acesso antecipado. Foram 23 transações no período, contra 37 registradas nos seis primeiros meses de 2025.

Apesar da queda no número de negócios, o volume financeiro movimentado chegou a R$ 8,1 bilhões - recuo de 11,9% em relação aos mais de R$ 9 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. Das 23 operações, apenas cinco envolveram fundos de private equity e venture capital.

A redução da atividade foi mais acentuada no segundo trimestre, segundo a KPMG. O movimento ocorreu principalmente em razão da retração da agenda de concessões de rodovias, enquanto operações envolvendo a gestão de ativos portuários e aeroportuários ajudaram a sustentar o mercado.

“Essa redução da atividade foi acentuada no segundo trimestre, principalmente, pela retração da agenda de concessões em rodovias, enquanto as transações envolvendo gestão de operações portuárias e aeroportos sustentam as atividades de fusões e aquisições no setor”, afirmou Cláudio Graeff, sócio-líder de infraestrutura da KPMG no Brasil.

Entre as operações que se destacaram no período está a aquisição da CLI (Corredor Logística e Infraestrutura) pela Abu Dhabi Ports, em uma transação estimada em cerca de R$ 2,5 bilhões. O negócio reforça a presença de grupos internacionais em ativos de infraestrutura logística no país.

No período também aconteceu, a venda de 45% das participações da Simpar na Ciclus Amazônia para a Sustentare Saneamento, por R$ 121 milhões.

Mudanças

Do total de operações registradas pela KPMG, seis envolveram rodovias, sete serviços públicos, seis portos e aeroportos e quatro ativos de infraestrutura social.

O resultado mostra uma mudança na composição das transações do setor, com os ativos de logística e as operações portuárias e aeroportuárias ganhando espaço diante de um cenário com menos concessões rodoviárias.

Neste ano, foram realizados três leilões de rodovias. A meta inicial do Ministério dos Transportes era realizar 13 leilões, porém aconteceram atrasos na estruturação dos projetos. Esse objetivo já foi revisado e agora a pasta estima nove certames rodoviários até o final do ano.