Aion UT Cross resgata receita dos aventureiros feitos no Brasil
Elétrico apresentado durante o Salão de Paris combina "visual robusto" e mais altura do solo para pousar de SUV compacto
Olhando para o Aion UT Cross no Salão de Paris, é difícil não lembrar da fórmula aventureira que o brasileiro conheceu bem. Argo Trekking, CrossFox, HB20X e Sandero Stepway. Lembram deles? Foram expressivos no mercado até os SUVs compactos chegarem à praça.
Os hatches, de volta ao interesse de compra do cliente, por causa dos elétricos, ganharam força no setor. A GAC, em Paris, entendeu isso: trocou a personalidade do UT, mexeu na suspensão, proteções na carroceria e trouxe as barras no teto biton.
No UT Cross, o para-choque traseiro permite uma área maior de acabamento preto, saindo da linha reta da tampa. O chinês imprime molduras nas caixas de roda e na parte inferior da lataria (as saias). O figurino ficou bom e deve se apresentar como topo da gama, acima dos dois modelos já vendidos no Brasil.
A suspensão foi elevada em dois centímetros, segundo a GAC, na ficha do veículo, deve ficar melhor. Muda muita coisa? Talvez sim para o enfrentamento das lombadas e rampas. A altura do solo é de 14,7 cm.
Mecânica
Motor é elétrico dianteiro de 204 cv e a bateria de 60 kWh. Essa magazine tem uma autonomia das boas, com mais de 400 quilômetros no ciclo europeu WLTP. No Brasil, o Inmetro dá uma reduzida de até 30%.
Nacionais
Os carros feitos no Brasil, que são a combustão, precisam baixar ainda mais de preço para encarar os eletrificados estrangeiros. Principalmente os 100% elétricos.
Sonic, Tera e Yaris estão em campo com o treinador, tentando virar o jogo. O UT Cross encontrará a concorrência imediata do BYD Dolphin, Ora 5 e MG4 Urban mais equipados.
*O jornalista Jorge Moraes viajou a Paris a convite da Renault



