Dolphin G pode ser o híbrido que faltava para popularizar a eletrificação
Novo BYD plug-in vai chegar em novembro abaixo dos R$ 150 mil

A BYD prepara uma nova carta para ampliar sua ofensiva no mercado brasileiro. O Dolphin G é um híbrido plug in que vai ser posicionado abaixo do SUV Atto 2. O hatch vai abrir as portas para um novo público que olha para o carro elétrico mas tem receio da infraestrutura de recarga.
O Dolphin G DM-i, une autonomia de elétrico no dia a dia com a liberdade de ter um motor 1.5 litro a combustão para viagens mais longas. E aqui em Goodwood, na Inglaterra, ele nasce com outra proposta. Enquanto o Dolphin atual é 100% elétrico, o novo G usa a tecnologia Super Hybrid DM-i da BYD, um sistema que prioriza a tração elétrica e deixa o motor a combustão como apoio para ampliar a autonomia.
Na Europa, onde o modelo foi apresentado, o Dolphin G DM-i traz motor 1.5 a gasolina combinado a um elétrico dianteiro de 163 cv. Dependendo da versão, GL ou GS, a potência combinada chega a 212 cv, com aceleração de 0 a 100 km/h na casa dos 8,3 segundos.
As versões usam baterias Blade LFP de 7,42 kWh ou 18,3 kWh. A menor permite até cerca de 40 km em modo elétrico pelo ciclo WLTP, enquanto a maior chega a até 105 km sem acionar o motor a combustão. Com tanque cheio e bateria carregada, o alcance combinado pode superar os 1.000 km.

Pelo que vi no festival de velocidade inglês, outro ponto de destaque é o espaço. O Dolphin G mede 4,16 metros de comprimento, 1,82 metro de largura e tem entre-eixos de 2,61 metros. O porta-malas tem 425 litros, mas não oferta o estepe, o que deve ser colocado para o carro nacional que será montado na Bahia.
Internamente
Por dentro, o Dolphin G aposta em pacote tecnológico forte. Entre os itens previstos estão o novo painel (cluster), central multimídia de até 12,8 polegadas, integração com Google, câmera 360 graus, head-up display, chave NFC, assistentes de condução e função V2L, que permite usar a bateria para alimentar equipamentos externos.

Motor hibrido flex
Para o Brasil, a meta da BYD, segundo o presidente da marca, Tyler Li, é produção nacional e preço competitivo para chegar como o “primeiro híbrido plug-in de grande volume”.
O novo BYD tem o design atualizado da família, com teto panorâmico no modelo topo, rodagem aro 18 polegadas e a assinatura global da greentech chinesa.
*Jorge Moraes viajou ao Reino Unido a convite da BYD



