Jorge Moraes
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Jorge Moraes

Jornalista, creator, premiado como um dos mais admirados do setor automotivo do país, atua no segmento desde 1995 e está presente nos principais salões nacionais e internacionais

Carro elétrico popular vai dar certo na Europa? E no Brasil seria possível?

Stellantis reage aos chineses e produzirá, em 2028, o primeiro urbano de baixo custo, que deve custar até R$ 87 mil

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A Stellantis confirmou o desenvolvimento de um novo carro elétrico compacto, de baixo custo, para o mercado europeu. O anúncio foi feito neste fim de semana no Investor Day, em Michigan, nos Estados Unidos, mas será que o projeto terá chances de ser internacionalizado pelo grupo?

Se depender do CEO Antônio Filosa, sim. Porque a empresa está trabalhando para simplificar plataformas globais, respeitando a regionalização dos mercados.

O plano prevê um modelo urbano com preço estimado em cerca de 15 mil euros, aproximadamente R$ 87,4 mil, em uma tentativa de devolver protagonismo às marcas tradicionais diante da invasão chinesa no continente.

A Fiat poderá protagonizar uma nova etapa no setor que reage aos asiáticos de baixo custo, e os ítalo-americanos estão acelerando para isso, conversando com os governos e com a cadeia produtiva local.

Para o Brasil, a meta é apostar no que eles já têm no portfólio. O assunto será debatido em nossa coluna da próxima quarta-feira, assim como no CNN Turbo, na TV.

O carro popular a combustão no Brasil é algo que já deixou de existir faz tempo, e a produção de elétricos subcompactos está no radar da empresa.

O novo “E-Car” será fabricado em Pomigliano d’Arco, na Itália, a partir de 2028. No complexo industrial, eles produzem o Alfa Romeo Tonale, Fiat Panda e o Dodge Hornet. O carro será um subcompacto criativo e vai fazer parte da estratégia da firma para ampliar a democratização dos elétricos no Velho Continente.

Parcerias

Pelo visto, em Detroit, três empresas fazem parte do planejamento: Fiat, Citroën e Opel, que vão compartilhar arquitetura, componentes e tecnologia, assim como a assinatura para aquele que vamos considerar como um novo Smart europeu para enfrentar a "chinesada" e seus modelos ricos em tecnologia, design e autonomia acima dos 300 quilômetros.

O consumidor europeu, assim como o cliente brasileiro, quer um elétrico que justifique o investimento, que custe pouco e entregue muito. A regra do baixo valor vai servir para atender com modelos híbridos o mercado norte-americano, que receberá veículos das marcas da Stellantis abaixo dos US$ 40 mil, o equivalente a R$ 200 mil.

Antônio Filosa, no Investor Day 2026, deixou claro que pretende acelerar a regionalização industrial, ampliar parcerias globais e fortalecer a produção local de baterias para sustentar a nova geração de compactos a bateria.

Para o Brasil, o que vem por aí está longe de ser um "popular", mas será o compacto LeapMotor B03X, abaixo dos R$ 150 mil, e concorrente dessa nova onda de consumo urbano liderada pela BYD, com o Dolphin Mini, e o Dolphin GS, Geely EX2 e, já já, os novos DFM Box, GAC Aion UT e MG4 Urban. Os dois últimos nas lojas agora em junho e julho.