Entenda como carro híbrido permitiu votação em Zona Eleitoral do Paraná
Sistema V2L, disponível em modelos híbridos plug-in e elétricos, foi responsável por manter o funcionamento das urnas em um cartório eleitoral após as fortes chuvas

O Tribunal Eleitoral do Paraná, no Fórum da 162ª Zona Eleitoral, em Salto do Lontra, utilizou o processo conhecido como V2L, sigla que significa Vehicle to Load, para garantir o funcionamento das urnas após a falta de energia elétrica no local.
Por meio de uma tomada específica, o usuário do carro híbrido plug-in ou elétrico pode devolver energia da bateria para atender a uma situação de emergência comercial ou doméstica.
O carro eletrificado passa a funcionar como um power bank de bateria temporária sobre rodas. A energia armazenada pode alimentar equipamentos fora do automóvel.
Entenda como funciona
Um inversor, pense como se fosse uma tomada de extensão (filtro de energia), converte a corrente contínua da bateria em corrente alternada. A eletricidade fica disponível em uma tomada ou em um adaptador específico.
O V2L permite, com isso, a possibilidade de ligar notebooks, televisores, iluminação e urnas eletrônicas, por exemplo, como aconteceu hoje no Paraná.
Esse recurso pode ajudar em situações de falta de luz, mas, para isso, o carro precisa oferecer a tecnologia. O automóvel utilizado no episódio foi um BYD King híbrido, modelo que é montado no Polo de Camaçari, na Bahia.
Um dado importante para a utilização do V2L é o respeito à tensão e à potência máxima da saída do plugue. Lembro que o tempo de funcionamento da alimentação depende da carga da bateria e do consumo dos aparelhos.
No caso da urna eletrônica, com cerca de 35 watts, ela ficaria ligada por dezenas de horas em um veículo como o sedã King, que tem bateria de 18,3 kWh. Importante destacar que, quanto mais equipamentos conectados, maior o consumo de energia extraído da bateria.



