Jorge Moraes
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Jorge Moraes

Jornalista, creator, premiado como um dos mais admirados do setor automotivo do país, atua no segmento desde 1995 e está presente nos principais salões nacionais e internacionais

EUA: montadoras pressionam Congresso para barrar carros conectados chineses

Entidade que representa GM, Toyota e Volkswagen quer transformar restrições em lei; projeto já passou por uma comissão do Senado

As montadoras, que no Brasil chamamos de clássicas, voltaram a pressionar o Congresso dos Estados Unidos para aprovar uma proibição permanente à importação, à fabricação e à venda de veículos conectados chineses.

A Alliance for Automotive Innovation, que representa fabricantes como General Motors, Toyota e Volkswagen, quer que os parlamentares votem a medida na volta dos trabalhos, após as eleições legislativas de meio de mandato. A entidade já havia formalizado o pedido em setembro, em carta aos líderes da Câmara e do Senado.

O projeto tem autoria da democrata Elissa Slotkin, de Michigan, e do republicano Bernie Moreno, de Ohio, e une os dois braços políticos. A proposta avançou por unanimidade em uma comissão do Senado em julho e ainda depende de aprovação do Congresso. O texto também prevê restrições a softwares e componentes que permitem aos veículos se comunicar com redes externas ou operar sistemas de condução automatizada. A trava norte-americana ao avanço da tecnologia vinda da Ásia é grande.

Montar o carro nos Estados Unidos já pode ser insuficiente para liberar a venda. Uma regra do Departamento de Comércio restringe, a partir do ano-modelo 2027, a comercialização de veículos conectados por fabricantes com determinados vínculos com a China ou a Rússia, mesmo quando a produção ocorre em solo americano. Para componentes de conectividade, as restrições à importação começam no ano-modelo 2030.

A produção local virou um ponto de atrito depois que o presidente Donald Trump sinalizou, em setembro, que aceitaria fabricantes chinesas construindo carros nos EUA.

John Bozzella, presidente da associação das montadoras, comentou em notícia trazida pela Reuters que o avanço chinês no exterior combina duas preocupações para o setor americano. Uma é o risco de coleta e transmissão de dados sensíveis pelos veículos. A outra é a concorrência que, segundo a entidade, se beneficia de subsídios chineses.