Análise: Em Brasília, 2027 chegou antes do segundo turno
Os partidos de centro admitem discutir impeachment de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), e dão outro peso a uma pauta que era quase exclusiva do bolsonarismo
A eleição começou a redesenhar o mapa do poder antes mesmo do segundo turno.
O centrão, que passou o primeiro turno em cima do muro, começou a escolher um lado. União Brasil e PP já apoiam Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Republicanos e Podemos se aproximam.
O bloco olha para as urnas, faz as contas e se move em direção ao poder.
O movimento, vai além. Os partidos de centro admitem discutir impeachment de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), e dão outro peso a uma pauta que era quase exclusiva do bolsonarismo.
Na outra ponta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) calcula a reação. Reclama da própria equipe e tenta encontrar espaço para assuntos mais próximos do eleitor. O fim da escala de trabalho 6x1 ainda é principal aposta.
A diferença nas urnas foi pequena, mas já mexeu nas alianças, nas disputas internas. Mostra que em Brasília, 2027 começou antes do segundo turno.



