Edinho faz aceno ao centrão e sinaliza busca de partidos no 1º turno
Presidente do PT fala em estabelecer diálogo com forças democráticas, independentemente do passado
O presidente do PT (Partido dos Trabalhadores), Edinho Silva, em aceno ao centrão, falou em buscar partidos do ‘centro democrático’ ainda no primeiro turno das eleições.
Segundo o dirigente, não tem jogo ganho sem ser jogado e é preciso estabelecer diálogo com as forças democráticas do Brasil, independente do apoio que essas siglas deram no passado ao bolsonarismo.
"Vamos a partir de hoje, estabelecer o diálogo com as forças democráticas do Brasil", afirmou o presidente partidário a jornalistas durante uma conversa de balanço sobre a largada da campanha de reeleição.
Diferente de 2022, partidos do centrão como o Republicanos e o Progressista preferiram a neutralidade no lugar de endossar apoio ao bolsonarismo. A postura ajuda a preservar relações independentemente de quem saia vitorioso na corrida presidencial em outubro.
Com isso, o candidato à presidência da República pelo PL (Partido Liberal), Flávio Bolsonaro, e principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), saiu isolado da fase de composição de alianças e teve que escolher um vice da própria sigla para compor a chapa.
Já o PSD (Partido Social Democrático) foi o único a lançar candidatura própria, com o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, encabeçando a chapa com o presidente da sigla, Gilberto Kassab.
Apesar disso, Edinho também não descartou uma aproximação ao lembrar que o PSD tem alianças com o PT em cinco estados e é o segundo partido com mais alianças com a sigla fora da coligação que sustenta o projeto de reeleição de Lula.
O presidente da República tem se aproximado de lideranças do centrão e, em alguns casos, recebido apoio expresso. Um dos acenos públicos veio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Auxiliares de Lula esperam o mesmo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), com quem o petista selou a paz recentemente.
Alcolumbre trabalhou para que o União Brasil, que é federado com o PP, ficasse neutro na eleição presidencial.
Questionado sobre a aproximação entre Lula e o presidente do Senado ao mesmo tempo em que o petista defende um discurso antissistema e sinaliza enfrentamento, por exemplo, ao empoderamento do Congresso com emendas parlamentares, Edinho adotou um tom pragmático.
“Como é que um presidente da República não conversa com o presidente do Senado? se alguém pensa assim, é porque não tem grandeza, nem maturidade política para governar o Brasil”, afirmou.



