PT vê melhora de Flávio entre jovens e evangélicos
Partido avalia que campanha de junho não elevou a aprovação como esperado e calcula impacto da Copa do Mundo
A nova pesquisa BTG/Nexus levou o PT (Partido dos Trabalhadores) a rever a leitura sobre o desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) entre eleitores jovens e evangélicos. Integrantes do partido afirmam que o senador voltou a avançar nesses dois segmentos, enquanto a aprovação do governo permaneceu abaixo do esperado após as ações de propaganda realizadas pela Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República) em junho.
O movimento chamou atenção porque atinge grupos considerados estratégicos para a disputa presidencial. O recorte por idade, considera os eleitores entre 16 e 24 anos.
No primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto, ante 34% de Flávio. Em relação à rodada anterior, o presidente oscilou dois pontos para baixo, enquanto o senador manteve o mesmo percentual. No segundo turno, Lula registra 47% e Flávio, 44%, em empate técnico.
Dentro do PT, o incômodo maior está na avaliação do governo. Dirigentes esperavam que a campanha institucional de junho produzisse uma melhora mais visível na aprovação da gestão, o que não ocorreu.
Uma das hipóteses discutidas internamente é que a Copa do Mundo tenha reduzido a atenção destinada à publicidade institucional. Dirigentes, porém, reconhecem que ainda é cedo para saber se o problema foi a concorrência com o torneio ou a dificuldade das peças em alterar a percepção dos eleitores.
O resultado contrasta com a rodada de meados de junho, quando Lula havia avançado de 40% para 42% no primeiro turno e ampliado sua vantagem sobre Flávio. Na simulação de segundo turno, o presidente chegou a 49%, contra 43% do senador.
A preocupação é que a estabilidade do quadro geral esconda movimentos em segmentos específicos.
Caso a reação de Flávio entre jovens e evangélicos se repita nas próximas rodadas, o partido deverá ajustar a estratégia voltada a esses públicos.



