Análise: Trump sobe tom e civis ampliam custo político da guerra
Iranianos respondem ameaças com mobilização civil ao redor de usinas de energia
Nas horas finais estabelecidas pelo presidente americano, Donald Trump, para o fim da guerra, o que se viu foi um movimento inverso: mais bombardeios, mais respostas militares e uma escalada que ganha velocidade. Nas últimas horas, os ataques se intensificaram sobre alvos estratégicos do Irã, em uma tentativa de aumentar o custo da resistência.
A resposta iraniana ganhou um novo elemento: a mobilização civil. Cidadãos formaram correntes humanas ao redor de usinas de energia, atendendo a um chamado do próprio governo para proteger infraestruturas.
A imagem é forte, estratégica e eleva o custo político de um ataque. Diante da pressão americana, o regime iraniano segue a mesma lógica de não ceder e sinaliza que o prazo imposto por Trump é um ultimato e não um ponto de negociação.
Pressionado politicamente, o governo dos EUA tenta conter o pânico global e nega o uso de força nuclear. Porém, isso não muda a dinâmica da escalada do conflito nem os questionamentos sobre a credibilidade da ameaça americana.



