Análise: Brasil tenta entender que peso terá o STF na eleição
A crise do STF abriu mais uma frente na campanha — e Lula e Flávio tentam, cada um à sua maneira, definir o peso que ela terá na reta final
No dia seguinte à uma sessão vexaminosa, o STF (Supremo Tribunal Federal) tenta juntar os cacos de uma implosão.
O presiente do STF, Edson Fachin, o árbitro, saiu mais fragilizado. Tentou organizar uma resposta institucional, mas viu o plenário questionar o rito, a relatoria e a estratégia para superar a crise.
Nos bastidores, ministros de diferentes grupos já avaliam que o presidente perdeu o comando.
O Supremo está dividido sobre como investigar os próprios ministros, quem deve conduzir essas apurações e até sobre como sair da crise.
A disputa segue nas campanhas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta se afastar do ministro Alexandre de Moraes e evitar que a crise do STF domine o debate eleitoral.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) faz o movimento oposto: busca puxar Lula e o PT para dentro da discussão e explorar politicamente o desgaste da Corte.
Em uma disputa cada vez mais apertada, os dois continuam priorizando bolso, segurança e temas do cotidiano. Porém, a crise do STF abriu mais uma frente na campanha — e Lula e Flávio tentam, cada um à sua maneira, definir o peso que ela terá na reta final.


