Com tarifaço desidratado, PT vê caminho aberto para subir tom contra EUA
Estratégia é testar popularidade de discurso político que deve ser endossado por Lula

Enquanto aliados de Bolsonaro ainda comemoravam a aplicação da Lei Magnistsky contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes, petistas passaram a respirar mais aliviados após a com os detalhes sobre o tarifaço do governo americano.
A longa lista de exceções à tarifa extra de 40%, que inclui itens como petróleo e parte de produtos agrícolas, animou integrantes do partido do presidente Lula.
A avaliação é que, ainda setores nacionais sejam impactados, será possível sustentar — e até ampliar — discursos em defesa da soberania nacional.
De acordo com integrantes da cúpula do partido, o recuo sobre implementação de tarifas para parte dos produtos brasileiros acabou por interditar acusações da oposição de que o tom político adotado pelo governo influenciou negativamente as negociações.
Uma ala petista defende que, a partir de agora, o partido passe a amplificar o discurso em defesa da soberania nacional, unificado ao debate "rico contra pobres" que engajou usuários de redes sociais.
A estratégia é testar a popularidade de discurso político e abrir caminho para que Lula também adote um tom mais duro em relação aos Estados Unidos.
O planejamento deve ser comunicado aos integrantes do partido nos próximos dias, durante reuniões do 17º Encontro Nacional do PT.
O evento termina no próximo domingo (3), quando será realiza a posse do presidente eleito da sigla, Edinho Silva, além de membros do Diretório Nacional.
Lula é esperado no ato de posse da nova direção.


