Julliana Lopes
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Julliana Lopes

Foi repórter no SBT e na CNN em Brasília. Agora em SP, Julliana trouxe na bagagem vasta experiência em coberturas no Congresso e no governo federal

Deputado acusa Itamaraty de politizar classificação do PCC e CV

Evair Vieira de Melo afirma que Mauro Vieira priorizou o argumento sobre o risco de uso da força militar dos EUA em resposta ao requerimento de informações encaminhado à Câmara

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O deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos) afirmou que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, deu um caráter político à resposta ao requerimento de informações sobre a possível classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos.

Autor do pedido de informações ao Itamaraty e integrante da oposição, Evair afirmou que o requerimento não tinha como objetivo discutir os impactos geopolíticos da medida, mas obter informações objetivas sobre a atuação do governo brasileiro diante do caso.

Na resposta enviada à CRE (Comissão de Relações Exteriores da Câmara), Mauro Vieira afirma que a classificação das facções poderia abrir espaço para ações unilaterais dos Estados Unidos.

A resposta do Itamaraty amplia um debate que o governo vem travando com os Estados Unidos - e com a oposição ao governo - em diferentes frentes. Nos últimos meses, a defesa da soberania nacional passou a ocupar espaço central nas manifestações do Palácio do Planalto e do Ministério das Relações Exteriores diante de medidas adotadas por Washington.

O mesmo discurso tende a ganhar ainda mais relevância no ambiente pré-eleitoral de 2026.

Na manifestação encaminhada à Câmara, entre os pontos destacados pelos parlamentares está a menção à hipótese de uso da força militar americana em território brasileiro, apontada pelo ministro como um dos riscos à soberania nacional.

Segundo Evair, os principais questionamentos feitos ao Itamaraty ficaram sem respostas. Entre eles, quais providências foram adotadas pelo governo diante do assunto e quais medidas estavam sendo preparadas para proteger os interesses brasileiros.

O parlamentar também aponta ausência de detalhes sobre eventual coordenação com a Casa Civil da Presidência da República e com o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública).