Análise: Lula busca se reconectar com trabalhadores em pronunciamento de Natal
Presidente ignora crise fiscal e promete "colheita generosa" em 2025, mas sem detalhar programas do governo

O pronunciamento de Natal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta segunda-feira (23) deixou de lado as entregas do governo federal ao longo do ano. Lula preferiu fazer acenos a trabalhadores de diversos setores, mas sem mencionar políticas públicas e programas.
Diferente de 2024, quando o presidente mencionou temas como a reforma tributária, o Bolsa Família e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o discurso deste ano buscou se conectar com famílias, mencionando temas como "união" e "ensinamentos de Jesus Cristo".
Do início ao fim, Lula evitou conflitos. Em meio ao embate sobre emendas, a destacou ter como base o diálogo com harmonia entre os poderes e defesa “intransigente” da democracia.
Lula também não citou as medidas de corte de gastos enviadas pelo governo e aprovadas pelo Congresso. Nem mesmo a pressão do mercado sobre o tema -- tão criticada em outros momentos -- foi citada.
Sem citar números, disse apenas que o governo é eficiente e investe na qualidade de vida da população brasileira. Resumiu 2024 como um ano de “semear" e 2025 como o ano de “colheita”.
O pronunciamento durou pouco mais de três minutos e teve direção do publicitário Sidônio Palmeira, cotado para assumir a vaga de Paulo Pimenta à frente da Secretaria de Comunicação da Presidência da Republica (Secom).



