Lula deve promover secretários-executivos a ministros para manter entregas
Presidente quer evitar mudanças bruscas nas pastas com saída de titulares que irão disputar eleições
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer evitar que a saída de ministros para a disputa eleitoral atrase a continuidade de projetos prioritários do governo. Por isso, a substituição nos ministérios deverá ser feita sem movimentos bruscos, o que favorece a escolha de secretários-executivos para assumir a titularidade das pastas.
O perfil dos atuais “números 2” dos ministérios já está em discussão no Palácio do Planalto. Além da recomendação do ministro que deixa o cargo, há também uma avaliação da Casa Civil antes da decisão final do presidente Lula.
Cerca de 20 ministros devem deixar o governo até abril para disputar as eleições. Segundo apurou a CNN, a tendência, neste momento, é que os secretários-executivos sejam alçados a ministros com o objetivo de manter o andamento das pastas.
O foco do presidente Lula é manter a organização do governo e a continuidade das entregas previstas para o último ano deste mandato.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, por exemplo, indicou o nome do secretário-executivo Dario Durigan para assumir o comando da pasta quando o ministro deixar o cargo.
Segundo apurou a CNN, Haddad, que quer atuar na coordenação da campanha de reeleição de Lula, gostaria de deixar o governo já em fevereiro, mas a decisão depende do próprio presidente.
Entre os ministros que estão prestes a deixar o governo está Rui Costa, da Casa Civil, que deverá ser substituído pela atual secretária-executiva Miriam Belchior.
Já a ministra Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais (SRI), antecipou à CNN que deverá ser substituída pelo secretário do CDESS (Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável), Olavo Noleto, a partir de março.
Noleto foi secretário-executivo do ministro Alexandre Padilha, atualmente na Saúde, quando ele comandava a SRI. O perfil dele é considerado mais político do que o do atual número dois da pasta, Marcelo Costa, que seguirá como secretário-executivo.
Também estão de saída os ministros Camilo Santana (Educação), Renan Filho (Infraestrutura), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), André Fufuca (Esportes), Anielle Franco (Igualdade Racial) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas). As ministras Simone Tebet (Planejamento) e Marina Silva (Meio Ambiente) também avaliam disputar a eleição.



