Jussara Soares
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Jussara Soares

Em Brasília desde 2018, está sempre de olho nos bastidores do poder. Em seus 20 anos de estrada, passou por O Globo, Estadão, Época, Veja SP e UOL

Não faz sentido cobrar rigor histórico num enredo, diz Michel Temer

Alvo de críticas em desfile de 2018, ex-presidente foi retratado na Sapucaí este ano retirando a faixa de Dilma Rousseff

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O ex-presidente Michel Temer (MDB), um dos alvos das críticas do desfile da Acadêmicos de Niterói na noite deste domingo (15), afirmou que sente "saudades" da escola Paraíso do Tuiuti, que o satirizou em 2018. À época, o enredo "Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?", trouxe o ex-presidente fantasiado de vampiro com uma faixa presidencial coberta de dólares.

“Não faz sentido cobrar rigor histórico num enredo ou questionar a troca da crítica social pela bajulação na Sapucaí”, escreveu Michel Temer

No desfile deste ano, a Acadêmicos de Niterói retratou o ex-presidente Michel Temer retirando a faixa da ex-presidente Dilma Rousseff, fazendo referência ao processo de impeachment que destituiu a petista do poder.

“A sátira política é parte da tradição do carnaval. E como defensor da liberdade de expressão e da liberdade artística, não julgo as escolhas feitas como tema na avenida”, afirmou o ex-presidente.

Temer disse que o governo atual faz o que chamou de “ilusionismo na Esplanada” ao promover “a irresponsabilidade fiscal, juros altos e o endividamento público crescente”.

“O problema é quando adotam o ilusionismo na Esplanada, promovendo a irresponsabilidade fiscal, juros altos e o endividamento público crescente — e negando conquistas, como as reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência. É triste ver a troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado. Olha o Brasil aí… gente!”, completou o ex-presidente.

Leia a nota de Michel Temer na íntegra:

"SAUDADES DA TUIUTI
A sátira política é parte da tradição do carnaval. E como defensor da liberdade de expressão e da liberdade artística, não julgo as escolhas feitas como tema na avenida.

Como o samba é o espaço da criatividade e da fantasia, não faz sentido cobrar rigor histórico num enredo ou questionar a troca da crítica social pela bajulação na Sapucaí.

O problema é quando adotam o ilusionismo na Esplanada, promovendo a irresponsabilidade fiscal, juros altos e o endividamento público crescente — e negando conquistas, como as reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência. É triste ver a troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado.
Olha o Brasil aí… gente!

Michel Temer"