Jussara Soares
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Jussara Soares

Em Brasília desde 2018, está sempre de olho nos bastidores do poder. Em seus 20 anos de estrada, passou por O Globo, Estadão, Época, Veja SP e UOL

Toffoli tende a alegar suspeição em todo o caso Master

Ministro nega a aliados pressão para não julgar prisão de Vorcaro

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O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), deve alegar suspeição também nos próximos julgamentos envolvendo o Banco Master.

Nesta quarta-feira (11), o magistrado anunciou o afastamento do julgamento da prisão do banqueiro Daniel Vorcaro e de outros investigados na fraude financeira, que começa nesta sexta-feira (13) no plenário virtual da Segunda Turma da Corte.

De acordo com interlocutores, a tendência é que o ministro, que é ex-relator do caso Master na Corte, adote o mesmo procedimento em novas etapas do inquérito, que agora tem como supervisor o ministro André Mendonça.

O ministro também tem negado em conversas reservadas ter sofrido pressão do presidente do STF, Edson Fachin, e de colegas para se afastar do caso e diminuir a crise que atinge o tribunal. O ministro alega que foi uma decisão exclusivamente pessoal.

Ao se declarar suspeito para julgar a prisão de Vorcaro, Toffoli disse no despacho que a medida vale “a partir desta fase investigativa” e cita unicamente o processo que autorizou a deflagração da 3ª fase da Operação Compliance Zero — que, entre outras ordens, determinou a prisão do banqueiro.

No ofício encaminhado ao presidente da Segunda Turma, ministro Gilmar Mendes, e a Mendonça, Toffoli não menciona sua suspeição no inquérito 5026, do qual foi relator.

O texto, de acordo com interlocutores do ministro, foi feito para evitar que a alegação de sua suspeição em todo o processo principal anulasse todos os atos e ordens dados enquanto foi relator do caso.

Apesar disso, segundo apurou a CNN Brasil, Toffoli deve voltar a se declarar suspeito em eventuais novos julgamentos.

Horas antes de se afastar do julgamento sobre a prisão de Vorcaro, Toffoli já havia alegado suspeição para não relatar a ação que cobra a instalação de uma CPI do Master na Câmara. O ministro Cristiano Zanin foi designado para a relatoria e acabou negando o pedido impetrado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSD-DF).