Larissa Rodrigues
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Em busca de salvação, Correios estudam joint venture e abertura de capital

Consultoria especializada será contratada para “fortalecer a competitividade” da estatal

A criação de uma joint venture e a venda de ações para que os Correios captem recursos, a fim de se manter de pé, entre as ideias iniciais  • Reprodução NeoFeed
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O plano de reestruturação dos Correios, aprovado pela diretoria da empresa nesta semana, vai além do fechamento de unidades, do programa de demissão voluntária ou e da remodelagem dos planos de saúde dos funcionários.

Fontes relataram à CNN Brasil que a estatal estuda um processo de abertura de capital para vender ações na Bolsa, preservando o controle pela União.

Várias possibilidades estão na mesa, o que demonstra o sentimento de urgência predominante na companhia diante da crise financeira que enfrenta.

A criação de uma joint venture -- união de áreas específicas dos Correios com outras empresas  -- e a venda de ações para que a companhia capte recursos, a fim de se manter de pé, entre as ideias iniciais.

No entanto, segundo interlocutores, as medidas só serão definida depois que uma consultoria externa especializada em mercado financeiro for contratada e fizer um estudo sobre as melhores alternativas diante do atual cenário. A consultoria ainda será escolhida.

Segundo fontes ligadas à nova diretoria dos Correios, a única exigência é que os serviços postais em todo o país continuem sendo realizados pela empresa.

Em nota divulgada nesta sexta-feira (21), a estatal afirma que “as possibilidade de operações de fusões, aquisições e outras reorganizações societárias” visam fortalecer sua competitividade "no médio e longo prazo”.

Entenda

No comunicado, os Correios afirmaram ainda que, dentro do plano de reestruturação, há a expectativa de conclusão, até o fim deste mês, de uma operação de crédito de até R$ 20 bilhões.

O recurso é considerado indispensável para a transição projetada de redução do déficit em 2026 e retorno à lucratividade em 2027. No primeiro semestre de 2025, a empresa registrou um prejuízo de R$ 4,36 bilhões.

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