Defesa de Ibaneis diz que ex-governador "certamente não irá" à CPI do Crime
Na semana passada, ministro André Mendonça, do STF, tornou facultativa a presença do político na comissão; depoimento estava previsto para esta terça-feira (7)

O advogado de Ibaneis Rocha (MDB), Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse à CNN que o ex-governador do Distrito Federal "certamente não irá" marcar presença na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, nesta terça-feira (7), data em que sua oitiva estava marcada.
A comissão aprovou na terça-feira (31) a convocação de Ibaneis e do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Ambos deixaram os cargos para disputar as eleições deste ano. Antes da convocação, os dois haviam sido convidados a prestar depoimento, mas não compareceram.
Os parlamentares querem ouvir explicações dos ex-governadores sobre a fraude financeira do Banco Master e sobre o cenário do crime organizado nas respectivas unidades da federação que administraram.
Na última sexta-feira (3), porém, o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), mudou o caráter da convocação de Ibaneis de obrigatória para facultativa, deixando a critério do próprio ex-governador a decisão de comparecer ou não.
O ministro baseou a decisão no direito à não autoincriminação. Para ele, a CPI trata Ibaneis como investigado ao citar possíveis ligações entre seu escritório de advocacia e pessoas investigadas nas operações Compliance Zero e Carbono Oculto.
À CNN, o ex-governador classificiou a decisão de Mendonça como "justa".



