Larissa Rodrigues
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”Kid Preto” deve ficar em silêncio durante depoimento, diz defesa

Rodrigo Bezerra Azevedo será ouvido pela PF nesta quinta-feira; militar é suspeito de tramar assassinato de autoridades, mas ainda não foi indiciado

O tenente-coronel Rodrigo Bezerra Azevedo  • Reprodução
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A defesa do tenente-coronel Rodrigo Bezerra Azevedo – suspeito de participar da trama de golpe e assassinato de autoridades – alega não ter tido acesso ao inquérito e, por isso, a orientação é para que o militar fique em silêncio durante depoimento à Polícia Federal.

A oitiva, conduzida pela Polícia Federal em Brasília, está agendada para esta quinta-feira (28), por videoconferência. Mas um adiamento não está descartado. O advogado Jeffrey Chiquini disse à CNN que Rodrigo Bezerra Azevedo tem muito a relatar, mas os advogados ainda não tiveram acesso ao processo.

Rodrigo Bezerra Azevedo faz parte do grupo de elite do Exército, os “kids pretos”. Ele está preso desde a última semana no Rio de Janeiro e é o único alvo da operação Contragolpe que não aparece como indiciado no relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). O nome dele pode ser incluído como complemento.

“Kids pretos” é o nome dado aos militares formados pelo Curso de Operações Especiais do Exército Brasileiro, treinados para atuar nas missões sigilosas, com ambientes hostis e politicamente sensíveis. Eles integram a chamada “elite” do Exército.

Os militares recebem esse apelido por utilizarem gorros pretos em operações – eles são caracterizados como especialistas em guerra não convencional, reconhecimento especial, operações contra forças irregulares e contraterrorismo.