Larissa Rodrigues
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Acompanha de perto as articulações do Congresso com o Executivo e como a relação entre os Poderes interfere na vida da população e na economia do país

Sabino escolhe Lula, mas quer permanecer em partido de centro-direita

PSB, Republicanos aparecem como opções para ministro expulso do União Brasil

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Turismo, Celso Sabino  • Ricardo Stuckert/PR
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O ministro do Turismo, Celso Sabino, tem conversado com diversos partidos atrás de uma nova legenda para se filiar e concorrer a uma vaga ao Senado Federal pelo estado do Pará. A movimentação se intensificou desde a tarde de segunda-feira (8), quando o União Brasil decidiu pela expulsão do ministro.

Ao menos seis legendas já procuraram ou conversaram com Celso Sabino. Segundo interlocutores, neste momento, as conversas mais avançadas estão acontecendo com o Republicanos – que seria a primeira escolha do ministro –, e com o PSB – defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Sabino tem demostrado vontade de seguir em um partido considerado mais de direita, mas, antes de qualquer definição, negociará com Lula. Uma agenda entre os dois para tratar do tema deverá acontecer na próxima semana.

Apesar de ter escolhido ficar no governo durante a COP-30 e tentar concorrer ao Senado, Sabino enfrenta resistências locais.

O palanque de Lula no Pará deve ser o do atual governador do Pará, Helder Barbalho, filiado ao MDB. O gestor estadual, porém, deve direcionar apoio para que o presidente da Assembleia Legislativa do Pará, Chicão (MDB), se lance ao Senado. Isso deverá ser discutido com Lula em agenda na próxima semana.

Na segunda-feira, Sabino comentou, nas redes sociais, a expulsão pelo União Brasil.

"Saio com o sentimento de que fui injustiçado, mas tenho certeza que eu tive a coragem e o julgamento será feito pela história, pelo povo do estado do Pará e por milhares de pessoas em todo o Brasil”, declarou.