Análise: Para Celso Sabino, manter-se no governo após expulsão vale a pena

Segundo análise de Pedro Venceslau, ao CNN 360º, o ministro do Turismo já não controla o partido no Pará e deve buscar nova legenda para disputar o Senado, mantendo-se como ponte entre o governo e o Centrão

Da CNN Brasil
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O ministro do Turismo, Celso Sabino, enfrenta possível expulsão do União Brasil, com decisão prevista para esta segunda-feira (8). Apesar da iminente ruptura com seu partido, analistas políticos avaliam que a permanência no governo Lula representa uma estratégia vantajosa para suas ambições eleitorais futuras. A análise é de Pedro Venceslau, ao CNN 360°.

"Para ele vale muito a pena, porque a partir de março ele já pode mudar de partido. Ele já perdeu o comando do União Brasil no Pará, portanto ele já não tem essa máquina partidária a seu favor, mas, conseguiu aval do presidente Lula para continuar no governo, então isso fortalece a candidatura dele ao Senado", analisa Venceslau.

Estratégia para 2026

Sabino aparece bem posicionado nas pesquisas eleitorais para o Senado e já articula seu futuro político. "Agora o movimento vai ser o seguinte, ele vai começar a conversar com outros partidos do centro para consolidar sua candidatura ao Senado pelo Pará", explica o analista político. A estratégia inclui manter aliança com a família Barbalho, aliada de Lula no estado.

O ministro possui bom trânsito em diferentes legendas do centrão, como Republicanos, PSD e Podemos, o que lhe dá múltiplas opções para sua candidatura em 2026. "Ele tem muitas opções à mesa para escolher por qual partido ele pode disputar no próximo ano, claro, sendo o candidato do presidente Lula", acrescenta o analista.

Para o governo federal, manter Sabino no ministério, mesmo após sua provável expulsão do União Brasil, representa uma decisão calculada. Ele continua sendo uma ponte importante para dialogar com setores do Congresso Nacional "mais refratários a qualquer tipo de diálogo com o presidente Lula", conforme avalia Venceslau.

"O presidente Lula vem criando mais expectativa de poder para 2026, e agora com a candidatura do Flávio ainda mais oportunidades se abrem para que o presidente dialogue com partidos, porque há uma resistência muito grande à candidatura do senador filho de Jair Bolsonaro", aponta.

O cenário político para 2026 já começa a se desenhar, com Lula buscando ampliar suas alianças. Nesse contexto, Sabino permanece como peça relevante na articulação governamental, especialmente no diálogo com partidos que podem migrar para a base aliada.

O MDB é citado como um dos possíveis apoiadores futuros de Lula, enquanto Sabino avalia "qual vai ser a melhor fórmula para se encaixar dentro do projeto do Helder Barbalho", que é prioridade tanto para a família Barbalho quanto para o governo federal no estado do Pará.

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