Análise: Falta lobby de empresas brasileiras nos EUA
Em comparação com outros países, como Chile e México, empresas do Brasil mantêm representação reduzida na capital dos Estados Unidos, prejudicando interesses comerciais
A falta de representação adequada das empresas brasileiras em Washington tem gerado preocupação entre especialistas em relações internacionais. O Brasil mantém uma presença significativamente menor na capital americana em comparação com outros países, o que pode impactar negativamente os interesses comerciais do país.
Entre 2000 e 2018, existia uma coalizão da indústria brasileira em Washington, que operava com um orçamento anual de US$ 600 mil. O investimento era dividido entre diferentes empresas, que contribuíam com valores entre US$ 10 mil e US$ 45 mil para manter a representação. No entanto, esse sistema foi desmantelado quando a Apex e o BNDES retiraram seu apoio financeiro.
Enquanto empresas chilenas, mexicanas, sul-coreanas, japonesas e europeias mantêm escritórios robustos de relações públicas e governamentais em Washington, apenas algumas grandes empresas brasileiras conseguem manter presença na cidade, ainda assim de forma limitada.
A situação atual reflete uma mudança de perspectiva ocorrida em 2018, quando se avaliou que as relações comerciais estavam satisfatórias, especialmente considerando que os Estados Unidos focavam suas tensões comerciais com a China. No entanto, essa decisão pode ter sido precipitada, deixando o Brasil em desvantagem nas articulações comerciais em Washington.



