Argentina diz que acordo comercial com EUA é compatível com Mercosul
Tratado assinado nesta quinta (5) prevê redução de tarifas e abertura a investimentos norte-americanos em minerais e energia na Argentina
O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, afirmou que o acordo comercial assinado na véspera entre o governo de Javier Milei e o de Donald Trump é compatível com as normas do Mercosul.
“Tudo o que estamos fazendo em [termos de] acordos bilaterais são acordos que obviamente estão permitidos dentro do acordo com os países participantes do Mercosul”, expressou nesta sexta-feira (6).
No entanto, o chanceler argentino ressaltou a posição do seu país, que insiste em uma maior flexibilidade do bloco.
Como exemplo, Quirno citou o acordo entre o Mercosul com a União Europeia, assinado após mais de 25 anos de negociações, quando o acordo da Argentina com os Estados Unidos levou “um pouquinho mais de um ano”.
“Nós não temos tempo a perder. Temos que consolidar este crescimento da Argentina para o futuro e não podemos perder um minuto”, pontuou.
Acordo comercial entre Argentina e EUA
O Acordo de Comércio e Investimentos Recíprocos assinado na quinta-feira (5) entre a Argentina e os Estados Unidos prevê a redução ou eliminação de impostos sobre diversos produtos, como carne bovina e veículos.
O texto também estabelece que a Argentina irá eliminar licenças de importação não automáticas para produtos dos EUA, aplicar padrões de propriedade intelectual e facilitar investimentos norte-americanos em setores críticos como minerais estratégicos, energia e infraestrutura.
Acordo Mercosul-UE
Assinado em janeiro por ambos os blocos, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia foi enviado para o Congresso argentino também nesta quinta para aprovação.
Porém, o chanceler ressaltou que o acordo tem cláusulas que permitem a ativação provisória do tratado somente com a aprovação de um dos membros do bloco.
“Quando a Argentina aprovar o acordo União Europeia - Mercosul, o acordo pode ser aprovado pela UE provisoriamente e está ativo para a Argentina e para a União Europeia. Na medida em que os outros países do Mercosul aprovarem, se juntam a essa ativação do do acordo provisório”, explicou.



