Luísa Martins
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Luísa Martins

Em Brasília, atua há oito anos na cobertura do Poder Judiciário. Natural de Pelotas (RS), venceu o Prêmio Esso em 2015 e o Prêmio Comunique-se em 2021. Passou pelos jornais Zero Hora, Estadão e Valor Econômico

Indústria gaúcha vê impacto "avassalador" com enchentes

Locais mais prejudicados pelas cheias incluem principais polos industriais estado

Barco em alagamento no Centro Histórico de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, em 11 de maio de 2024
Barco em alagamento no Centro Histórico de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, em 11 de maio de 2024  • Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo
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A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) fez um estudo preliminar sobre os problemas econômicos decorrentes da catástrofe ambiental no estado. A conclusão é de que o potencial impacto das cheias é “avassalador”, com perdas "inestimáveis" até o momento.

De acordo com o levantamento, os 447 municípios atingidos pelas enchentes representam 95% dos estabelecimentos industriais, 96% dos empregos industriais, 97% das exportações da indústria de transformação e 97% da arrecadação de ICMS com atividades industriais.

Os locais mais prejudicados pelas cheias incluem os principais polos industriais estado — a Serra, conhecida pela fabricação de móveis e automóveis; o Vale dos Sinos, polo calçadista; o Vale do Rio Pardo, produtor de alimentos e tabaco; e a Região Metropolitana de Porto Alegre, onde se produzem alimentos e derivados do petróleo.

A Fiergs destaca que as conclusões são parciais, já que os efeitos do desastre ainda estão em curso — ainda não foram medidos, por exemplo, os potenciais impactos em cidades da Zona Sul do Rio Grande do Sul, como Pelotas e Rio Grande.

“Os números apresentados aqui representam apenas uma parte do quadro potencial completo”, diz o texto.

A Fiergs pede urgência na implementação do Programa Emergencial de Manutenção de Emprego e Renda, o que inclui o Benefício Emergencial (BEm) e permite a suspensão temporária de contratos, bem como a redução proporcional da jornada de trabalho e salário, aos moldes do que ocorreu na pandemia de Covid-19.

Nesta segunda-feira (13), o governo gaúcho disponibilizou um formulário para que empreendedores de todos os portes possam reportar os prejuízos causados pelas enchentes.

A ideia é, com base nessas informações, buscar recursos para apoiar a categoria.

A pesquisa solicita ao empreendedor a identificação da empresa, o ramo de atuação (comércio, atacado ou turismo), a estimativa do dano financeiro e o interesse em linhas de crédito para a retomada do negócio. Os dados serão cruzados para que o governo tenha um panorama geral da situação.

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