Luísa Martins
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Luísa Martins

Em Brasília, atua há oito anos na cobertura do Poder Judiciário. Natural de Pelotas (RS), venceu o Prêmio Esso em 2015 e o Prêmio Comunique-se em 2021. Passou pelos jornais Zero Hora, Estadão e Valor Econômico

Abin paralela: Delações devem inaugurar nova fase da investigação da PF

Diretor da PF já anunciou negociação de acordos com investigados

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A celebração de acordos de delação premiada deve inaugurar uma nova fase na investigação que apura um sistema de espionagem ilegal pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, já anunciou que estão em curso tratativas para que investigados assinem os acordos e passem a colaborar com a Justiça.

As delações são vistas com preocupação pelo entorno de Bolsonaro. Pessoas próximas ao ex-presidente temem a situação de "um novo Mauro Cid".

Cid foi ajudante de ordens de Bolsonaro e fechou acordo na investigação sobre a suposta comercialização ilegal de joias no exterior, que também implica o ex-presidente.

Na semana passada, relatório da PF apontou indícios de cooptação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) por servidores que buscavam atacar opositores de Bolsonaro e favorecer seus familiares.

Cinco pessoas foram presas em operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A jornalistas, em 11 de junho, Rodrigues disse que a possibilidade de fechar delações de investigados estava "em fase de discussão interna com possíveis colaboradores”. Investigadores, no entanto, mesmo sob reserva, evitam citar nomes.

Os acordos só passam a valer, entretanto, a partir do momento da homologação - o que caberá a Moraes, relator da investigação na Corte.