Mari Palma
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Mari Palma

Sou jornalista, com pós em moda, neurociência e comportamento. Também sou embaixadora da Marvel, fã de Friends e Beatles, 4 vezes tia e mãe de cachorro

"Mulher da Casa Abandonada": qual é a maior revelação do documentário

Em entrevista ao Na Palma da Mari, o jornalista Chico Felitti e a roteirista Mari Paiva contam uma das maiores descobertas da nova investigação do caso

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Em 2022, o podcast “A Mulher da Casa Abandonada”, criado pelo jornalista Chico Felitti, virou um fenômeno nas redes sociais. Os episódios contavam a história de uma senhora que vivia em uma mansão em ruínas, localizada em um bairro nobre de São Paulo.

Durante suas investigações, Felitti descobriu que essa mulher era, na verdade, Margarida Bonetti, uma milionária que fugiu dos Estados Unidos após ser acusada, junto ao seu ex-marido, de manter uma mulher trabalhando em condição análoga à escravidão durante 20 anos.

Em uma nova investigação para a série documental que estreia nesta sexta-feira (15) no streaming Prime Video, o jornalista e a roteirista do projeto, Mari Paiva, revelam informações inéditas. Entre elas, a resposta para um mistério: por que a polícia local não encontrou Margarida em sua famosa casa após seu retorno ao Brasil? A resposta é simples: ela simplesmente não estava lá.

Segundo Felitti, um seguidor do podcast enviou uma mensagem dizendo que Margarida teria morado em Campinas, mas usando o nome “Maria”.

“Quando recebi essa mensagem, pensei: ‘Balela, não tem a menor chance’. Mas fomos até Campinas e descobrimos que toda a vizinhança se lembrava dela. Ela dizia se chamar Maria, usava roupas maltrapilhas e morou ali por cerca de dez anos, o tempo aproximado para o crime prescrever no Brasil”, explica o jornalista.

A hipótese é que, ao fugir da justiça americana, Margarida teria se escondido em um bairro de classe média baixa em Campinas, alugando uma edícula nos fundos de uma casa simples. Lá, assumiu uma nova identidade, “Maria”, e esperou o período da prescrição do crime para poder voltar ao seu endereço fixo. Como a CNN explica nesta matéria, após esse prazo, ela não poderia mais ser punida.

Felitti avisa que não pode afirmar com certeza se esse foi o plano de Margarida, mas que é uma grande coincidência. Para ele, isso descarta a ideia de que ela agia sem consciência ou controle sobre suas decisões.

“Você foge, cria uma identidade nova, vai morar em um bairro pobre, mesmo sendo milionária, espera o crime prescrever para só então voltar para sua mansão abandonada? Isso mostra a inteligência por trás de tudo, não é?”, analisa.

A roteirista Mari Paiva acrescenta ainda um detalhe sobre o "disfarce" de Margarida. Para se passar por uma pessoa pobre, ela teria se inspirado em sua própria vítima, Hilda, que foi agredida e mantida ilegalmente nos Estados Unidos.

"Fisicamente a Hilda mancava de uma perna porque ela teve um corte, um machucado que não foi curado. A Margarida mancava da mesma perna, andava do mesmo jeito que a Hilda andava quando estava machucada na casa dela", revela Mari. "Então ela começou a espelhar isso porque era a referência que ela tinha - o que é doentio também".

Na Palma da Mari

Na conversa, Chico Felitti e Mari Paiva também contaram mais sobre quem é Hilda, a mulher que foi vítima da história, e como ela superou toda essa história.

https://youtube.com/live/BAl9tl9za8U?feature=share

 

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