5 atores e atrizes que odiaram o próprio filme ou personagem
E os motivos são vários, desde um papel ruim ao péssimo tratamento no set

Tem gente que acha que a vida dos atores e atrizes é só alegria e glamour. De fato, tem muito disso. Mas eventualmente eles também encaram trabalhos difíceis - muitos que a gente amou assistir, inclusive! Quer saber quais? Vamos pra lista de hoje:
Taís Araújo - "Viver a Vida": muita gente não imagina, mas ser uma das Helenas de Manoel Carlos foi um pesadelo pra Taís. O papel da protagonista veio em 2009 e, como ela disse no documentário sobre o autor, existiu uma certa resistência do público ao vê-la na posição de uma mulher rica e bem sucedida. “Era difícil aceitar uma negra bem posicionada sem justificar o porquê ela tava ali, qual era a corrente que ela teria arrastado até ali pra poder fazer parte daquele lugar". Em outra entrevista, pra revista Piauí, ela disse que as críticas negativas constantes do público a fizeram perder a autoconfiança. “Eu lia as páginas do roteiro sem enxergar nada. Eu não conseguia encontrar a personagem, entrei em desespero", admitiu. Depois disso, ela decidiu que, dali em diante, aceitaria apenas personagens pensadas a partir da negritude, já que Helena em “Viver a Vida” não abordou de forma mais profunda as vivências e desafios de uma mulher negra no Brasil.
Robert Pattinson - "Crepúsculo": pra surpresa de muitos fãs, ele não curtiu muito ser o vampiro que brilha. Mesmo na época em que os filmes foram lançados, entre 2008 e 2012, Robert nunca escondeu o quanto achava a história estranha. E, sinceramente, ele tem alguns bons pontos sobre o personagem. Nesta entrevista, ele questiona: "Por que Edward tem 100 anos e continua indo pro ensino médio?" À Empire, admitiu que quanto mais lia o roteiro, mais odiava Edward. “Então foi assim que eu o interpretei: como um maníaco-depressivo que se odeia. Além disso, ele é um virgem de 108 anos, então obviamente tem alguns problemas aí", brincou.

Jessica Alba - "Quarteto Fantástico": ela admitiu que quase desistiu da atuação por conta de uma orientação do diretor Tim Story em uma cena emocional de "Quarteto Fantástico” (2005). Jessica contou ao Pop Eater em 2010 que ele disse que ela estava atuando de forma real demais, que parecia muito doloroso. E disse: “Você pode ficar mais bonita quando chora? Chore bonito, Jessica". E ainda sugeriu adicionar lágrimas com CGI (efeitos especiais). Essa situação fez Jessica questionar tudo, inclusive seu talento e a permanência na indústria. Vale dizer que esse papel não deve ter sido fácil: a Jessica tem ascendência mexicana e, pro papel, pintaram o cabelo dela de loiro, fizeram uma maquiagem pra clarear sua pele, e acrescentaram lentes azuis, tudo pra esconder sua aparência “latina”. E aí eu questiono: precisava disso tudo? A Mulher Invisível ter olhos castanhos e pele bronzeada mudaria algo na história?
Megan Fox - "Transformers": ela disse à "Entertainment Weekly" que entende que não pode falar mal dessa franquia, já que, segundo Megan, deu a ela uma carreira e muitas portas se abriram por causa disso. Mas, ao mesmo tempo, disse que não era um filme sobre atuação. Tudo o que fazia era ouvir “ação” e tinha que correr ou gritar, ou os dois ao mesmo tempo. Além disso, em 2009 disse à revista Wonderland que o diretor Michael Bay era um pesadelo e agia como Hitler no set.
Rooney Mara - "Pan": a personagem Tiger Lily é indígena nas histórias de Peter Pan, mas a atriz Rooney Mara a interpretou na adaptação “Pan”, de 2015. Ao The Telegraph em 2016, ela disse: "Eu realmente odeio, odeio, odeio estar desse lado da conversa sobre whitewashing. De verdade. Nunca mais quero estar desse lado. Eu entendo por que as pessoas ficaram chateadas e frustradas”. Caso você não saiba, “whitewashing” é quando se coloca atores brancos pra interpretar personagens que têm outra identidade racial ou etnia. Então, pra interpretar Tiger Lily, seria melhor alguém com herança indígena, que poderia trazer mais autenticidade e mais respeito à representação.



