Ala do STF vê Flávio no centro da crise e alívio à pressão contra Corte
Avaliação é de que bolsonarismo não teria autoridades para criticar o Supremo Tribunal Federal

Uma ala do STF (Supremo Tribunal Federal) acredita que a pressão contra a Corte pelo caso do Banco Master arrefecerá e a crise se deslocará para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após a revelação de que ele negociou um repasse de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, diretamente com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O dinheiro seria para financiar um filme em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A avaliação de integrantes do Supremo em conversas reservadas é de que o noticiário se voltará à pré-campanha bolsonarista e, assim, a ofensiva contra o Supremo perderá força, principalmente no Congresso Nacional.
O STF tornou-se alvo de críticas após a informação de que o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, tinha um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, e que uma empresa do ministro Dias Toffoli manteve relação comercial com um fundo ligado à instituição financeira.
No Supremo, uma das questões vistas como positivas para Moraes é o fato de que o valor que teria sido negociado por Flávio era superior à contratação da banca de advocacia da família do ministro.
A leitura é de que a informação reforça a vinculação de Flávio e seu entorno com o Master e expõe que o bolsonarismo não tem autoridade para criticar o STF e que a pressão contra o tribunal deve ser reduzida.
Por meio de nota publicada em 9 de março, o escritório de Viviane confirmou o contrato e disse que o serviço foi prestado sem nenhuma irregularidade. Toffoli também afirma que não houve conduta ilícita.



