Matheus Teixeira
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Matheus Teixeira

Especializado na cobertura dos Três Poderes, é repórter há 15 anos, com passagens por Folha de São Paulo, Correio Braziliense, JOTA, Conjur e Revista Exame.

Fachin propõe regra no CNJ para coibir conflito de interesses de juízes

Medida, que pode obrigar magistrados a informarem atividades privadas, não abrangeria integrantes do STF

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O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Edson Fachin, apresentará em 4 de agosto uma proposta de resolução para tentar coibir o conflito de interesses na atuação de integrantes do Poder Judiciário.

A medida deve vincular todos os juízes do país, exceto os membros do STF (Supremo Tribunal Federal), que não estão sob responsabilidade do conselho.

O texto ainda não foi finalizado, mas já consta na pauta da próxima sessão do CNJ com a descrição de instituição de "diretrizes de Prevenção e Gestão de Conflitos de Interesses no âmbito do Poder Judiciário" e de "promoção da integridade, da imparcialidade, da transparência e da confiança pública".

Uma das alternativas em estudo visa obrigar magistrados a prestar contas sobre atividades privadas que possam representar conflito de interesses. Outra ideia é determinar aos juízes a declaração periódica de bens.

A norma deve ter como base uma nota técnica elaborada pelo Observatório Nacional de Integridade das Instituições (ONIT).

A iniciativa do presidente ocorre após enfrentar resistências para aprovar um código de ética no STF, uma de suas principais bandeiras à frente do Supremo e do CNJ.

O presidente deve apresentar a proposta na sessão de 4 de agosto e pautá-la para votação no encontro subsequente, marcado para 18 de agosto.