Defesa pode alegar "saúde sensível" para tentar soltar Collor
Ex-presidente foi preso aos 75 anos em Maceió
Os advogados do ex-senador e ex-presidente Fernando Collor cogitam alegar questões relacionadas à saúde para pedir a flexibilização do regime de cumprimento de pena caso o STF referende a decisão do ministro Alexandre de Moraes de mantê-lo preso em regime fechado.
Aos 75 anos, Collor é apontado pelos advogados como um homem de “saúde sensível”, que não estaria 100% preparado para um longo período encarcerado. Os eventuais problemas de saúde não foram detalhados pelas fontes ouvidas pela CNN, mas foram apontados como motivo para que a pena seja cumprida em regime domiciliar na avaliação da defesa.
A prioridade dos advogados é gravar a sustentação oral para juntar ao processo virtual. Eles entendem que alguns elementos são relevantes para a análise do caso, como a troca de pelo menos três ministros no STF e uma possível prescrição dos crimes.
O ex-presidente foi preso na madruga desta sexta-feira (25) no aeroporto de Maceió, de onde pretendia partir para Brasília e se entregar à polícia segundo a defesa. Collor foi condenado a oito anos e dez meses de prisão em regime inicial fechado por participação em esquema de corrupção na antiga BR Distribuidora, atual Vibra.



