Análise: Eleição para Senado foi recado das urnas para STF
Nomes da direita foram eleitos com discurso crítico à Corte

As vitórias de candidatos de direita nas disputas pelo Senado foram um recado das urnas ao STF (Supremo Tribunal Federal).
A estratégia de mirar na Corte foi desenhada pelo PL (Partido Liberal) antes da crise entre os ministros e das revelações sobre a relação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com Alexandre de Moraes.
O mote inicial era a defesa dos presos no 8/1, uma bandeira que não mobiliza eleitores fora da bolha bolsonarista.
Quando a guerra no STF tomou conta do debate público, os candidatos de direita já estavam com a narrativa posicionada enquanto os de esquerda tiveram que buscar narrativas.
Com o 8/1 fora da agenda eleitoral até de Flávio Bolsonaro (PL), o STF tornou-se a peça de resistência do “sistema” e o presidente Lula acabou recebendo a fatura política da crise.
A nova correlação de forças do Senado sinaliza uma pressão sem precedentes sobre o STF e coloca a reforma do Judiciário em primeiro plano, seja qual for o resultado da eleição presidencial.



