Análise: Tarcísio e Haddad fazem debate plebiscitário com cara de 2° turno
Lula e Bolsonaro foram citados lateralmente no encontro na Band

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro Fernando Haddad (PT) fizeram um debate com dinâmica plebiscitária e foco local no encontro da TV Bandeirantes neste domingo (9), em São Paulo.
Sem outros postulantes na bancada, o confronto permitiu um embate direto, propositivo e com cara de 2° turno.
Apesar do choque de números, dados e das posições contraditórias, o tom foi respeitoso e apenas tangenciou a polarização nacional entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Haddad colocou em pauta os temas que estarão no centro da sua narrativa eleitoral: privatização da Sabesp, CPTM, segurança pública e a disputa da paternidade de obras e investimentos.
A relação institucional entre o governo federal e o paulista esteve no centro dos primeiros blocos.
Haddad disse que o governador "esquece" de agradecer ao governo federal por obras e ações em conjunto e provocou o adversário ao tentar colar a marca "Bolsonaro" no governador.
"Esquece o Bolsonaro. Gratidão não se prescreve. Não tenho vergonha. Tenho gratidão", respondeu o chefe do executivo paulista.
A conexão com o plano nacional parou por aí.
Tarcísio defendeu de forma enfática a privatização da Sabesp, mas sem defender o modelo como um dogma.
Sem mencionar Flávio Bolsonaro em nenhum momento, Tarcísio preferiu o embate "técnico".
Entre as bolas divididas estava a operação "Carbono Oculto", que mirou o PCC, e a Cracolândia.



