Pedro Venceslau
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Pedro Venceslau

Pós-graduado em política e relações internacionais, foi colunista de política do jornal Brasil Econômico, repórter de política do Estadão e comentarista da Rádio Eldorado

Extrema esquerda x bolsonarismo: como campanhas de Boulos e Nunes rebatem rótulos

Atual prefeito e deputado federal vão disputar a Prefeitura de São Paulo em outubro

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Na disputa pela prefeitura da capital paulista, as campanhas do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e do deputado Guilherme Boulos (PSOL) adotaram “antídotos” para combater os rótulos dos adversários: "extrema esquerda" e "bolsonarismo", respectivamente.

Enquanto o emedebista tenta colar no parlamentar do PSOL o selo de “extremista”, Boulos rebate classificando Nunes como “bolsonarista”.

No lado do prefeito, o argumento tem como base o histórico de militância de Boulos no Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a posição histórica do PSOL em defesa dos palestinos e a atuação da legenda em movimentos sindicais, como o Sindicato dos Condutores.

No campo de Boulos, por sua vez, o discurso é que o prefeito tenta “esconder” o aliado Jair Bolsonaro (PL) para evitar a alta rejeição ao ex-presidente.

“Ricardo Nunes não é um bolsonarista. Ele é do MDB, que nunca foi um partido de extrema direita. Quatro partidos que apoiam Lula estão com ele. Portanto, não dá para qualificá-lo como bolsonarista. O Bolsonaro é mais um dos apoiadores dos vários partidos da coligação. Talvez seja o principal eleitor, mas não vai mandar na campanha”, disse o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade), que integra a “frente ampla” de dez partidos que apoiam Nunes.

“Boulos não é de extrema esquerda e mostrou isso ao longo dos anos dialogando com todos os segmentos. Essa é uma tentativa de criar uma fake news para impedir que ele ganhe a eleição. Está claro que o Boulos é um democrata. Já o prefeito tenta esconder o Bolsonaro”, rebate o deputado estadual Paulo Fiorilo (PT), que integra a coordenação da pré-campanha de Boulos.