Pedro Venceslau
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Pedro Venceslau

Pós-graduado em política e relações internacionais, foi colunista de política do jornal Brasil Econômico, repórter de política do Estadão e comentarista da Rádio Eldorado

Reunião do PT tem pressão a Haddad, ministros e divergência sobre federação

Dirceu defendeu a manutenção de Alckmin como vice na chapa de Lula, segundo fontes que estiveram no encontro

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Lideranças históricas, dirigentes, deputados estaduais e federais do PT se reuniram nesta segunda-feira (23) na sede da sigla em São Paulo para iniciar formalmente o debate sobre a eleição no estado.

Segundo relatos ouvidos pela CNN, o encontro foi marcado pela pressão para que os diretórios nacional e estadual do partido montem o palanque local até meados de março.

Os petistas convergiram na tese de que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), é o nome mais competitivo para a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes e cobraram que ele decida logo se aceita ou não a missão.

O plano B exposto no encontro foi a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB).

“Precisamos montar nosso palanque e nossa estratégia de campanha até março”, disse à CNN o deputado Jilmar Tatto, vice-presidente nacional do PT.

Outro parlamentar presente na reunião disse sob reserva que os petistas também cobraram uma participação mais ativa no estado de ministros e presidente de autarquias que sejam do estado, como Aloizio Mercadante, do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), e Alexandre Padilha, da Saúde.

Outro ponto importante da reunião foi quando o ex-ministro José Dirceu defendeu que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) permaneça como companheiro de chapa de Lula. Segundo apurou a CNN Brasil, a afirmação foi feita após alguns petistas defenderem que o ex-tucano viesse a concorrer ao governo de São Paulo.

Houve divergências no debate sobre a formação de uma federação com o PSOL.

Uma ala petista resistiu à proposta e avaliou que a aliança esbarra em barreiras internas também no partido de Guilherme Boulos.

A ideia, porém, tem a simpatia do presidente Lula.

Os petistas também manifestaram preocupação com a chapa de deputados federais e estaduais, que teria um “buraco” com ausência de ministros que ficarão com Lula, como Luiz Marinho, do Trabalho.