Análise: operação da PF equilibra desgaste entre governo e oposição
Ação que mirou deputados do PL “reduziu danos” após prisão de número dois da Previdência

A operação da PF (Polícia Federal) deflagrada nesta sexta-feira (19) no âmbito de uma investigação sobre desvio de cota parlamentar equilibrou o desgaste político entre governo e oposição.
Os mandados de busca e apreensão em endereços do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e do deputado Carlos Jordy (PL-RJ) ocuparam o centro do noticiário no dia seguinte à prisão do secretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo da Cunha Portal, no caso das fraudes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Deputados do PT ouvidos pela CNN Brasil admitem o desgaste político do caso do INSS, que também atingiu o senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo no Senado.
“A operação da PF nesta sexta-feira enfraquece o discurso de moralidade do PL e atinge o grande porta-voz da oposição”, disse à CNN Brasil o deputado Jilmar Tatto (SP), vice-presidente nacional do PT.
Pego de surpresa, o PL teve uma reação inicial tímida, mas se alinhou no discurso da “perseguição implacável”.
Jordy chamou os argumentos da PF de “alegações toscas” e acusou no X a corporação de fazer “pesca probatória”.


