Análise: Vídeo de Zema implode pontes com Flávio
Ex-governador criticou senador por áudio com Vorcaro

O vídeo no qual o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), classificou como "imperdoável" a atitude do senador Flávio Bolsonaro (PL) de pedir recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para o filme sobre Jair Bolsonaro explodiu pontes entre os pré-candidatos da direita.
Havia uma ala no ecossistema bolsonarista que defendia a indicação de Zema como vice de Flávio na corrida presidencial. Outra pregava pelo menos um pacto de não agressão no primeiro turno e a união da direita no 2°.
Zema sempre negou publicamente a possibilidade de abrir mão da candidatura, mas até aliados previam uma campanha difícil - sem recursos do Fundo Eleitoral, pouco tempo de TV e baixas adesões regionais.
Com a divulgação dos áudios e documentos ligando Flávio a Vorcaro, o mineiro se antecipou e agiu rápido de olho nos eleitores antipetistas. O vídeo foi contundente e não deixou margem para alianças no primeiro turno. Mais: sinaliza uma linha de fogo cruzado à direita.
Em resposta às críticas de Zema, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que o ex-governados de Minas estaria se aproveitando de uma "acusação sem fundamentos". Por fim, Eduardo pediu para que ele não fosse “tão baixo”.
Não sequer ouviu o outro lado, bastou um par de horas para a "união da direita", o "potencial vice" se aproveita e larga esta acusação sem fundamentos.
Não houve desvio de dinheiro, Lei Rouanet ou recursos públicos. Não seja tão baixo, tão vil, @RomeuZema. https://t.co/DnsR3oGt2j
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) May 13, 2026
"Não sequer ouviu o outro lado, bastou um par de horas para a ‘união da direita’, o ‘potencial vice’ se aproveita e larga esta acusação sem fundamentos.
Não houve desvio de dinheiro, Lei Rouanet ou recursos públicos. Não seja tão baixo, tão vil, @RomeuZema", escreveu Eduardo em suas redes sociais.
Ronaldo Caiado (PSD) também já vinha criticando Flávio, porém de forma sutil e mirando na "inexperiência" do adversário. Agora, o tom dos pré-candidatos pode comprometer até alianças da direita na reta final, no 2° turno.



