Pedro Venceslau
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Pedro Venceslau

Pós-graduado em política e relações internacionais, foi colunista de política do jornal Brasil Econômico, repórter de política do Estadão e comentarista da Rádio Eldorado

“Apoio a PEC da Blindagem foi gesto para barrar anistia”, diz petista

Doze deputados do PT votaram contra decisão de Lindbergh e Edinho

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Doze dos 67 deputados federais do PT desobedeceram a orientação do líder da bancada, Lindbergh Farias (RJ), e do presidente nacional do partido, Edinho Silva, e votaram a favor da chamada “PEC da Blindagem”, também conhecida como PEC das Prerrogativas.

A proposta, aprovada pela Câmara em dois turnos e agora em tramitação no Senado, exige autorização prévia do Congresso para que o STF (Supremo Tribunal Federal) possa abrir processos criminais contra parlamentares. O texto também prevê votações secretas para prisões de deputados e amplia o foro privilegiado.

Jilmar Tatto, um dos vice-presidentes nacionais do PT, justificou seu voto como um gesto político: “Essa é a vida real do parlamento. Meu voto foi um gesto para não que votem a anistia”, disse à CNN.

Nos bastidores, parlamentares petistas afirmam que o fechamento de questão contra a PEC atrapalhou articulações com o centrão e tensionou a relação com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Motta tem atuado para construir um texto alternativo à proposta de anistia ampla e irrestrita para condenados por tentativa de golpe, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e aliados do governo avaliam que a PEC pode ser usada como moeda de troca para barrar a anistia.

Apesar da dissidência, o PT foi uma das bancadas mais ativas contra a proposta no plenário, ao lado de PSOL e Novo.

A PEC foi aprovada por 344 votos a 133. O PL, partido de Bolsonaro, deu 82 votos favoráveis. No PT, foram 10 votos a favor no segundo turno, 50 contrários e sete ausências.