“Prisão de Collor separa joio do trigo na Lava Jato”, diz Prerrogativas
Grupo de advogados antilavajatatistas avalia que prisão do ex-presidente se justifica pelo “conjunto robusto” de provas
A prisão do ex-presidente Fernando Collor nesta sexta-feira, 25, foi um desdobramento da Operação Lava Jato, cuja força tarefa foi encerrada em 2021 após sucessivas anulações no Judiciário.
Collor foi condenado pelo STF em maio de 2023 pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por ter recebido propina para influenciar a direção da BR Distribuidora a fechar contratos com a construtora UTC, cujo dono, Ricardo Pessoa, foi um dos personagens da Operação.
Grupo de advogados criado em 2015 como resposta ao que chamavam de “arbitrariedades” da Lava Jato, o Prerrogativas defendeu o ministro Alexandre de Moraes, do STF, que negou os últimos recursos da defesa do ex-presidente e determinou a execução da pena de mais de 8 anos de prisão.
“A prisão do Collor separou o joio do trigo na Lava Jato”, disse à CNN o advogado Marco Aurélio Carvalho, coordenador do Prerrogativas.
Ele se recorda que o coletivo criticou a prisão “midiática” de Michel Temer em 2019 também em decorrência da Lava Jato, mas diz que no caso de Collor há um “conjunto robusto de provas que vai além da delação premiada”.
A leitura de Carvalho é que a prisão do ex-presidente esvazia a narrativa dos “lavajatistas” que acusam o sistema de ter desconstruído a Lava Jato para beneficiar a classe política.
O senador Sérgio Moro (União-PR), que foi o juiz da Lava Jato, foi procurado pela CNN, mas ainda não se manifestou. O espaço está aberto.



